quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Matias e Barracão, Barracão e Matias (*)




Matias e Barracão, Barracão e Matias. São histórias que se interpenetram.

Ele, o José Marques de Souza, ex-seringueiro e teatrólogo. O Barracão, espaço de resistência da cultura popular, dos movimentos comunitários oriundos do processo de ocupação dos bairros que hoje constituem a Baixada do Sol, do movimento em prol da preservação de nossa floresta e do modo de vida de nossas populações tradicionais... Todos esses movimentos tiveram o Matias como um de seus partícipes.

Está claro pela minha pouca idade, estampada no meu rosto e ligeiramente disfarçada por essa barba que eu herdei de meu pai, que eu não vivenciei a riqueza dos momentos deste espaço e de todos os processos sócio-culturais que aqui se desencadearam. E eu não pretendo, e nem seria honesto de minha parte, dar a entender o contrário.

Mas não é necessário vivenciar para entender a importância, para compreender a relevância, para reverenciar o passado. E aqui eu abro um parêntese para agradecer à tradição de história oral e de contação de histórias presente na vida dos acreanos, através da qual eu pude experimentar, ora como leitor, ora como ouvinte, ora como expectador, por meio das entrevistas registradas pelo Prof. Carlos Alberto, dos registros de áudio e vídeo do Tonivan e da Cilene Farias, dos recortes de jornais da FETAC e da Fundação Cultural e dos muitos relatos orais a respeito do Barracão, uma pequena fração de tudo que aconteceu aqui. A vocês, historiadores, contadores de história, videastas, meu muito obrigado.

Aqui, no Teatro Barracão, se mesclaram movimento comunitário, sabedoria das populações tradicionais, cultura popular, defesa dos povos da floresta. Aqui se concretizou o que hoje temos denominado de diálogo entre os saberes – a transa entre os conhecimentos tradicionais e acadêmicos, entre o popular e o erudito, entre o cotidiano e o vernacular.

Se fosse nos dias de hoje, o Matias seria chamado de Mestre Griô, uma denominação muito utilizada atualmente no linguajar das políticas públicas de cultura, para reconhecer o saber e o fazer dos grandes artífices da sabedoria popular, do conhecimento inter-geracional, que passa de pai para filho, que se reproduz ao longo das décadas e que não se aprende no banco das escolas.

Matias representa ainda, de certa forma, todo o coletivo de artistas e sujeitos sócio-culturais que empenharam uma grande energia na edificação física e na construção do ethos, da subjetividade desse espaço. E eu não quero cometer injustiças, várias dessas pessoas estão aqui hoje, razão pela qual vou resistir a tentação de citar nomes. Mas foram essas pessoas que se apropriaram desse local, que edificaram suas paredes, que investiram na realização de oficinas, espetáculos, exibição de filmes, concursos de calouros e outras atividades mil que aqui aconteceram. Os R$ 154.551,21 mil reais aqui investidos, sendo R$ 86.104,00 do Governo Federal e R$ 68.447,21 de contrapartida de recursos próprios do tesouro estadual, representam uma homenagem a toda a força empregada por esses ativistas, pessoas que inscreveram o Barracão nas páginas da história da cultura acreana. A todos vocês fica aqui registrado o reconhecimento do Governo do Acre, reconhecimento este que se traduz na singela, mas sincera homenagem, materializada no ato de batizar as salas do Teatro Barracão com o nome de personalidades do teatro acreano.

Ainda motivados por esse mesmo espírito é que, na data de hoje, além de devolver a comunidade um Teatro Barracão reformado, revitalizado e humanizado, em condições dignas de novamente recepcionar a comunidade, anunciamos o lançamento do Prêmio Matias de Cultura Popular, voltado ao reconhecimento de iniciativas que simbolizam essa forte vertente da cultura nacional, cuja importância é cada vez mais reconhecida pelo Poder Público. Serão 100 mil reais para contemplar projetos selecionados mediante edital, modo democrático e republicano de apoio à iniciativas culturais.

Também na data de hoje, inauguramos, com o Teatro Barracão, um novo modelo de gestão na área da cultura do Estado. O espaço está sendo formalmente, legalmente e juridicamente repassado, através de um termo de cessão de uso, à Federação de Teatro Amador do Acre. Juntos, FETAC, FEM e o grupo teatral “De Olho na Coisa”, cada qual com suas responsabilidades claramente definidas e compartilhadas, promoverão a dinamização deste espaço, com a sua manutenção e a realização de atividades diversas, em benefício da comunidade da Baixada do Sol e da cultura do Estado.

Quero, ainda, em nome do Governador Binho Marques e ao tempo em que agradeço a presença de todos vocês, dizer do meu orgulho em poder concluir uma etapa importante de um processo que foi construído a muitas mãos: e aqui é o momento do meu agradecimento a toda a equipe da Fundação Elias Mansour e da antiga Fundação Cultural do Acre, pelo empenho na concretização dessa missão. Das primeiras negociações passando pela celebração do convênio que viabilizou os recursos para essa obra, já se passaram bons anos. E cada um – funcionários, estagiários, gestores – a sua maneira, deu sua contribuição para que pudéssemos estar aqui no dia de hoje.

À comunidade da Baixada do Sol, os meus parabéns, por, na Semana que abriga o Dia Nacional da Cultura, poder receber de volta esse espaço.

Muito obrigado!

(*)Discurso proferido por Daniel Zen, dia 6nov2009, na solenidade de reinauguração do Teatro Barracão, símbolo da resistência cultural do povo acreano.

sábado, 25 de julho de 2009

GRUPO DE OLHO NA COISA no Amazônia Encena Teatro na Rua







TEATRO NA RUA: O homem que vendeu a alma ao diabo

O festival de teatro de rua está acontecendo na Praça das Caixas D’água
O grupo teatral “De Olho na Coisa” de Rio Branco (AC) é o responsável em abrir a terceira noite do Festival “Amazônia Encena na Rua” que está acontecendo em Porto Velho desde terça feira, sob a coordenação do grupo O Imaginário com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e apoio da prefeitura municipal de Porto Velho através da Fundação Iaripuna e do governo estadual através da Secel.

A praça das Caixas D’água onde está montado palco das apresentações recebe o público na noite de hoje para apreciar as peças “O Homem que Vendeu a alma ao Diabo e Quase Perdeu seu Amor” – Um espetáculo de mamulengo, um romance sertanejo encenado a partir do desejo do ator/boneco Severo se casar com Felícia, e para convencer tanto a noiva como o pai dela, Severo faz de tudo, inclusive um pacto com o diabo. Assim está escrito na sinopse distribuída pela direção do grupo acreano. Na realidade a noite de hoje é toda voltada para as apresentações dos artistas acreanos. Logo após a apresentação do grupo “De Olho na Coisa” vamos assistir ao espetáculo “Velho Justino e suas Poesias Matutas” com o comediante e contador de causos Tancredo Silva. Tancredo é o artista acreano que mais shows fez por esse Brasil. “Fui fazer apenas uma apresentação no Projeto do Sesc “Balaio Cultural” em São Paulo e terminei passando quase seis meses no estado paulista me apresentando em várias cidades”, conta o artista. Tancredo se orgulha de viver exclusivamente de suas apresentações artísticas. O show do Velho Justino começa às 21 horas na praça das Caixas D’água.

A noite da última terça feira, o público se deleitou com os espetáculos, “A Farsa do Advogado Pathelin”, apresentado pelo grupo Cia. Do Lavrado de Boa Vista Roraima e a Comédia Del’Acre com o grupo Cia. Visse Versa de Ação Cênica de Rio Branco (AC). Apesar da chuva que caiu sobre a cidade no inicio da noite de terça feira, a praça das Caixas D’água recebeu público considerável que prestigiaram as apresentações dos espetáculos programados para aquela noite. Amanhã o Amazônia Encena na Rua tem a seguinte programação: às 19h "O Circo de Seu Bolacha” e às 21h “O que era e o que não deveria ser – Mateus e Mateusa” com o grupo Vitória Regia de Manaus (AM).

Fonte: Sílvio Santos

* http://www.gentedeopiniao.com.br

domingo, 5 de julho de 2009

FESTIVAL SÓ CURTA - ESTADUAL DE CURTA METRAGEM - JI-PARANÁ

RONDÔNIA - Jí-PAraná


O Festival Só Curta acontecerá entre os dias 20 e 23 de outubro.
Estão abertas as inscrições para o Festival de Curta Metragem Só Curta em Ji-Paraná que acontecerá nos dias de 20 a 23 de outubro.


Poderão participar pessoas físicas ou jurídicas nas categorias de Ficção e Documentário. Podem se inscrever também curtas de animação e experimental que serão exibidos fora da competição. Os filmes de Ariquemes poderão se inscrever no Centro Cultural Lido Sonh, em fita miniDV/NTSC, DVD ou VHS/NTSC devendo o candidato fornecer uma imagem do curta para inclusão no folder do festival. As inscrições são gratuitas.

Banda Mapinguari Blues grava primeiro CD e DVD ao vivo

ACRE- Rio Branco
Mariama Morena 02-Jul-2009


Show será realizado neste fim de semana, com repertório de músicas inéditas e conhecidas do grande público

Banda se apresenta com músicas autorais e inéditas neste fim de semana (Foto: cedida) Batizada com o nome de um personagem do folclore local, a banda acreana Mapinguari Blues prepara para este fim de semana o lançamento do primeiro CD e DVD ao vivo. A apresentação será nesta sexta e sábado, 3 e 4, na Usina de Arte João Donato, em Rio Branco, e marca mais uma etapa importante na trajetória do grupo, que existe há mais de 12 anos no Acre.

Criada em 1996, a banda já acumulou importantes apresentações, como a que teve música classificada no Festival Acreano de Música Popular (FAMP) e com turnês no Rio de Janeiro, de Macaé a Parati. Em 2006, em Búzios, a música acreana ecoou em bares e restaurantes, levando um pedaço da Amazônia para os moradores e turistas daquela cidade. Uma das preocupações da banda é valorizar a música autoral, com destaque nas composições próprias e de compositores acreanos.

Para o show deste fim de semana, o grupo promete um repertório de 14 músicas. Algumas já são conhecidas dos fãs, como Borboleta e Viagem, além de duas composições inéditas - Seringais, de Narciso Augusto, e Campo de Centeio, feita em 1996 mas que nunca foi gravada pelo grupo. O show na íntegra irá compor o DVD e dez serão selecionadas para o CD.

E para quem for assistir à gravação, os produtores prometem surpresas. "A parte cênica estará totalmente ligada ao show, à proposta do grupo e suas composições. O imaginário amazônico estará presente. Vamos surpreender o público durante o show, com certeza", garante a produtora Maria Rita, que assina a direção artística cênica do show. A produção musical fica por conta do músico Alexandre Nunes.

O show para gravação dos álbuns integra o Projeto Pixinguinha, do Ministério da Cultura, e conta com o apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Rio Branco. Depois do CD e DVD prontos, a banda segue em turnê para alguns municípios do Acre. Além de Rio Branco, o projeto contempla shows em Sena Madureira e Brasileia.

A Banda Mapinguari é formada hoje pelos músicos Neemias Maciel (voz), Ronnie Lopes (voz, violão e gaita), Charles Sampaio (guitarra), Paulinho Nobre (bateria) e Arthur Miúda (baixo). Os ingressos para o show já estão a venda pelo preço de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Para quem quiser adquirir ou saber mais informações, o telefone para contato é o 9972-7535.
Fonte: Agência de Notícias do Acre

Governo do Acre e MINC investem na revitalização do Teatro Barracão

ACRE - Rio Branco
Ordem de serviço da obra no valor de R$ 125.681,78 foi assinada no último dia 2 de abril, por Daniel Zen presidente da Fundação Elias Mansour.
Rose Farias 06-Abr-2009
Símbolo de resistência e espaço das manifestações artístico-culturais nos anos 80, o Teatro Barracão há mais de duas décadas em ruínas, será revitalizado pelo Governo do Acre, através da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour. A ordem de serviço para realização da obra foi assinada no último dia 2, por Daniel Zen, presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, no valor de total de R$ 125.681,78, sendo R$ 86.104,00 provenientes de convênio celebrado com o Ministério da Cultura, oriundos do projeto Rede de Pontos e Casas de Leitura, e R$ 39.577,78 de recursos próprios do tesouro estadual.


O espaço que será transformado em Ponto de Cultura com o sub-projeto "Teatro Barracão: Resistência Cultural e Memória Popular" como parte da Rede de Pontos de Cultura do Acre, projeto do programa Cultura Viva do Ministério da Cultura em parceria com o Governo do Acre, através da Fundação Elias Mansour, será equipado para a realização de atividades nas áreas de capoeira, dança, inclusão digital, culturas populares entre outras, fomentando a pesquisa para uma ampla qualificação cultural nas relações sociais com a comunidade. Serão focados grupos artísticos organizados, de cultura popular, jovens em situação de risco social e em conflito com a lei, estudantes e a comunidade do entorno.



O espaço terá uma gestão compartilhada entre a FEM e a Federação de Teatro do Acre - FETAC, entidade que criou e atuou de forma participativa no Barracão na década de 80. Para o presidente da FETAC, Lenine Alencar, revitalizar o Teatro Barracão para otimizar as atividades artístico-culturais com a comunidade, através da formação de grupos de teatro, capoeira, culturas populares e pesquisas audiovisuais, representa o fortalecimento de uma importante parte da memória do teatro acreano.



"O Barracão preenche uma lacuna importante na história do movimento de teatro popular acreano. Esse é um novo momento que representa o retorno de um espaço que na década de 80 foi palco de importantes grupos teatrais da época como Saci e 4 Fuso, que juntamente com a FETAC e a Asacine desenvolviam projetos de espetáculos e exibições de filmes. Não podemos deixar de citar ainda o rico trabalho desenvolvido pelo ativista cultural Matias, um ícone do Teatro Barracão."
Matias atuando
Daniel Zen comenta a importância da retomada do Barracão com suas atividades como um articulador de um processo de mobilização social e também econômico. "Esses grupos e a comunidade terão a oportunidade de exercerem sua autonomia e protagonismo para juntos construírem a sustentabilidade de seu fazer artístico e cultural, num exercício de cidadania, elevação da auto-estima, através do forte instrumento que é a arte. Além do valor social não podemos deixar de perceber que o projeto "Rede de Pontos e Casas de Leitura", incluindo a ação "Teatro Barracão: Resistência Cultural e Memória Popular", possui foco na geração direta de renda, com a mobilização de pesquisadores e artistas-instrutores de oficinas, preparando cerca de 260 multiplicadores e ainda oportunizando a movimentação do mercado consumidor de artes através das apresentações". A obra tem prazo de cinco meses para ser concluida.



Fonte: Agência de Notícias do Acre

terça-feira, 30 de junho de 2009

FESTIVAL VARADOURO 2009 é aprovado pela PETROBRÁS

ACRE - Rio Branco

Rio Branco - ACMais uma vez o Festival Varadouro tem o projeto aprovado pela Petrobrás, através do Programa Petrobrás Cultural 2008/2009.


O festival que é destaque no Norte do País, possui caráter precursor e integracionista na região amazônica. Visa à integração latino-americana através da música e da discussão da causa ambiental; insere o Acre no circuito musical brasileiro; e propõe a descentralização cultural, reunindo artistas de diversas regiões latino-americanas. Com ingressos a preços acessíveis ou mesmo gratuitos, promove intenso debate sobre as questões que envolvem a música independente do Brasil, o meio ambiente e a integração da América Latina através do reconhecimento da diversidade cultural do continente.


Esse ano além do Varadouro, foram aprovados os festivais Calango, o Goiânia Noize que fazem parte da Associação Brasileira de Festivais Independentes - ABRAFIN.Parabéns à todos que fizeram e fazem parte do projeto, está aí o resultado do esforço!=)

Fonte: Coletivo Catraia

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Primeiro Fórum Setorial do Audiovisual

ACRE - Rio Branco

Samuel Bryan
25-Jun-2009
Evento discute políticas públicas e o futuro do cinema acreano

Fórum reúne representantes de diversas instituições e produtores acreanos (Foto: Gleilson Miranda/Secom) O Primeiro Fórum Setorial do Audiovisual, que aconteceu na manhã dessa quinta-feira, 25, no Teatro de Arena do Sesc, é uma deliberação dos Conselhos Estadual e Municipal de Rio Branco, através de suas Câmaras Temáticas, com a participação efetiva da Sociedade Civil.


O Fórum reuniu além dos conselheiros municipais de cultura, os produtores independentes de cinema e vídeo e as entidades audiovisuais civis do estado do Acre, com o objetivo de discutir e expandir o setor através de políticas públicas.


Esta é a primeira ação que terá outros desdobramentos e debates, como a realização das Conferências Municipais e da Conferência Estadual de Cultura e a Conferência Nacional de Cultura, culminando na construção de um Plano Decenal de Políticas para o Audiovisual no Acre. Três são os eixos trabalhados no setor Audiovisual: formação; intercâmbio e produção; e circulação e difusão.


O Fórum também pretende em suas próximas reuniões começar a organização do Festival Internacional de Cinema e Vídeo em Rio Branco, que integrará Acre, Bolívia e Peru, um projeto que já foi aprovado pela Lei Rouanet de Incentivo a Cultura. Assim, a maior discussão do Fórum Audiovisual é o futuro, com a participação real das pessoas envolvidas com a cultura no município de Rio Branco, no Acre como um todo e, porque não, no Brasil.


Governo e sociedade


Na abertura do Fórum, a mesa foi composta por representantes do SESC, SESI, Procon, Fundação Garibaldi Brasil e Fundação Elias Mansour. O presidente da Fundação Garibaldi Brasil, Marcos Vinícius, lembrou que "o Fórum representa uma quebra das distâncias entre o que é governo e o que é sociedade, pois esses são campos complementares" na formação das políticas culturais.


Segundo Daniel Zen, da Fundação Elias Mansour, a FEM e a FGB funcionam como um catalisador, um construtor de pontes, sentando e dialogando com o Conselho Municipal de Audiovisual, além dos conselheiros temporários dos outros municípios e as entidades de audiovisual, como a Asacine, ABDeC - Acre e a Samaúma Cinema e Vídeo, que também são realizadoras do Fórum.


"Nós temos muitos avanços na área de audiovisual no estado, boas produções, documentários, curtas metragens, é preciso dar um salto no sentido de agregar outras tecnologias", explica Daniel Zen. Conseguir que nossa produção audiovisual rompa as fronteiras do estado, dando maior visibilidade para a nossa produção, é um dos maiores objetivos do Fórum Audiovisual. Discutir isso com a comunidade é fundamental na hora de definir ações concretas e fortalecer cada vez mais esse processo.


Fonte: Agência de Notícias do Acre

Seminário sobre Cineclube começa nesta sexta-feira

ACRE - Rio Branco

Giselle Lucena
25-Jun-2009
Cineclube é tema de mesa-redonda e de palestras que acontecem até sábado, reunindo gestores locais e de outros estados Começa nesta sexta-feira (26), às 17horas, na Filmoteca da Biblioteca Pública, o Seminário Circuito em Construção: Auto-sustentabilidade Cineclubista. No primeiro dia acontece a palestra: Cineclubes, uma rede em defesa dos direitos do público, com Antônio Claudino de Jesus - Presidente do Conselho Nacional de Cineclubes e Vice-Presidente da Federação Internacional de Cineclubes. Na seqüência, uma mesa-redonda vai apresentar Relatos de Experiências Locais.


No sábado (27), a partir das 9h30, é a vez da palestra Direitos Autorais, ministrada por Gilvan Veiga Dockhorn - Diretor Regional do Conselho Nacional de Cineclubes/RS, Cineclube Vagalume/RS. Em seguida, Frederico Cardoso, Coordenador Executivo do Cine Mais Cultura, vai proferir palestra sobre Programação e Distribuição de Conteúdo. Na parte da tarde, às 13h30, entra na pauta a Auto-Sustentabilidade Cineclubista, na palestra de Eduardo Ades, representante da ONG Tela Brasilis. O Seminário termina com uma Mesa-redonda sobre Mecanismos de Financiamento da Cultura, com gestores locais e outros convidados.




Todos os interessados na linguagem cinematográfica devem participar, além de produtores culturais, cineclubistas, cineastas, dirigentes públicos da área da educação e da cultura. A atividade faz parte do projeto Circuito em Construção, que promove seminários em vários estados brasileiros, realizado pela Associação Cultural Tela Brasilis, com patrocínio do Ministério da Cultura. No Acre, a promoção é da Associação Samaúma Cinema e Vídeo, em parceria com a ABDeC e Cineclube Batelão.



Fonte: Agência de Notícias do Acre

Inscrições para o Festival SESI Música começam nesta quinta-feira

ACRE - Rio Branco

Assessoria FIEAC
24-Jun-2009
Lançamento da Etapa Estadual será na sexta, no auditório da Casa da Indústria Estarão abertas no período de 25 de junho a 1º de agosto, as inscrições para o "Festival SESI Música 2009", etapa estadual. Esta será a primeira seletiva a ser realizada no Acre, sob a organização do departamento regional do Serviço Social da Indústria (SESI-DR/AC). O objetivo é promover um intercâmbio cultural, com a troca de experiências entre os talentosos músicos, industriários de todo o Brasil.
Para o lançamento do Festival SESI Música no Estado, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC) e diretor regional do SESI, João Francisco Salomão, receberá autoridades, imprensa, colaboradores do Sistema FIEAC e demais convidados em um café da manhã que será oferecido nesta sexta-feira, 26, às 9h, no hall do auditório da Casa da Indústria.
Requisitos - Podem participar do evento trabalhadores da indústria e seus dependentes, talentos na música que se destacam como compositores, intérpretes, poetas e artistas. Duas categorias são oferecidas: Músicas Inéditas e Músicas Não Inéditas (interpretação). "As apresentações podem referenciar os mais diversos gêneros e estilos da música brasileira, incluindo ritmos que valorizem nossa cultura local", disse Detinha Thomaz, técnica do SESI e coordenadora do evento no Estado.
Em 2008, a primeira edição do Festival SESI Música a nível nacional inscreveu 295 artistas, representantes de 22 estados e 32 empresas industriais. Após várias etapas, a final reuniu, em Brasília (DF), dez candidatos em cada uma das duas categorias.
Para saber mais os interessados devem acessar o site www.fieac.org.br, clicar no banner eletrônico da página ‘Festival SESI Música' e consultar o regulamento. Outras informações com a coordenadora do projeto no Acre, Detinha Thomaz, pelos telefones (68) 3901-4430 ou 3901-4431.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

sexta-feira, 19 de junho de 2009

TEATRO: Últimas apresentações de Os olhos verdes da neurose e Filhas da Mata.


Rondônia - Porto Velho

OS OLHOS VERDES DA NEUROSE
Numa cena a reflexão sobre a loucura, o consciente e o inconsciente. A dualidade da vida entre o correto e o incorreto dentro de uma memória ferida, pela falta de compreensão, amor, vergonha e rancor.



Serviço
Temporada: 18 e 25 de junho
Local: Teatro Um - Sesc Esplanada
Horário: 20h30
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Informações e contato: (69) 9979-0048




FILHAS DA MATA
Mulheres esquecidas e abandonadas pelo tempo e pela memória vivem mergulhadas num mundo fronteiriço entre sonho e realidade, lutando pela redescoberta do sentido de suas existências e suas histórias de vida. Sem rumo e presas às amarras do passado, lembranças e ilusões se confundem, levando as personagens a um estado de aparente alienação.
O espetáculo conta com a participação de várias senhoras que compartilham suas memórias com o público e representam o universo metafórico da purificação pelo fluxo das águas.

Serviço
Temporada: 21 e 28 de junho
Horário: 20h30
Local: Teatro Um - Sesc Esplanada
Ingresso: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Informações e contato: (69) 9979-0048


Fonte: Notícia na Hora

Ramaiana Ribeiro lança livro no Acre

ACRE - Rio Branco
da Redação
19-Jun-2009


Evento será nesta sexta-feira, na Biblioteca Marina Silva.

"UnB 1977: o Início do Fim". A obra narra o movimento estudantil da Universidade de Brasília no período da ditadura e será lançado no Acre na noite desta sexta-feira, 19. O evento acontece no auditório da Biblioteca Marina Silva, às 19 horas, com entrada franca.


O autor, Antônio Ramaiana Ribeiro, um dos protagonistas do movimento, narra os acontecimentos dentro do quadro político nacional, relacionando-o ao processo de democratização que se inicia com a queda do general Frota, então ministro do Exército.


O trabalho tem base em documentos do Centro de Documentação da UnB, do Serviço de Proteção ao Patrimônio, da Divisão de Segurança e Informação do SNI, processos judiciais, farto material da imprensa, além de episódios significativos da obra de Elio Gaspari e eventos particulares reavivados da memória do autor-narrador. O livro é uma reflexão sobre o movimento estudantil de 1977.


Fonte: Agência de Notícias do Acre.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

I Amostra de música instrumental acontece em Cacoal

RONDÔNIA - Cacoal

I Amostra de música instrumental acontece em Cacoal


A cidade de Cacoal será palco de um grande show de música instrumental. A pianista Llitsia Moreno, o violonista Rafael Fontineli e o Coral de Cacoal serão as atrações artísticas que abrilhantarão o espetáculo. O evento acontece no dia 20 de junho, a partir das 20h30, no auditório da Unir, Campus de Cacoal.
A realização esta sob responsabilidade da EJUC, Empresa Júnior da Unir/Cacoal. A Fundação Cultural de Cacoal e a Universidade Federal de Rondônia apóiam o espetáculo. Segundo os organizadores, os ingressos estão a venda na sede da UNIR/EJUC, das 08h00 às 12h00, ou por intermédio do telefone 9233-2848.

O maestro

Rafael Fontinele é um dos mais destacados músico de nosso Estado; iniciou seus estudos musicais aos 11 anos na Orquestra Filarmônica do Acre com maestro Romualdo Medeiros. Aperfeiçoou seus estudos em Goiânia onde estudou e se formou no centro cultural Gustavo Ritter em violino, teoria musical, canto coral e pratica orquestra. Atuou como instrumentista da Orquestra Sinfônica de Goiânia, Orquestra Filarmônica de Goiás.

Atualmente, Fontinele é professor e maestro do projeto Orquestra em Ação (Ji-Paraná), Coro sinfônico Regina caeli (JARU), Projeto Orquestra Solidaria (Rolim de Moura), Orquestra Nova Dimensão (nova união), Orquestra de Eventos Fontinele e Arcos da Amazônia, Acadêmico do Curso de Artes do centro universitário claretiano, é supervisor de estagio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, cursa viola clássica no conservatório Brasileiro de música (Rio de Janeiro) é aluno do mestre em violino Anderson Rocha em Cuiabá.

A pianista

Llitsia Moreno Pereira nasceu em Havana, Cuba. Vive no Brasil desde 1992. Iniciou seus estudos pianísticos no Conservatório de Música Manuel Saumel, tendo como formação, a Escola Nacional de Artes, em Havana. Foi selecionada como pianista do Ballet Nacional de Cuba (Jovem Guarda) sob a direção de Laura Alonzo, Alicia Alonzo e da Companhia Nacional de Danças Espanholas de Cuba, com sede no “Gran Theatro de Havana Garcia Lorca”. Como professora da Escola Alejo Carpentier, a pianista realizou trabalhos pianísticos em recepções diplomáticas para embaixadas.

No Brasil, fez curso de pós-graduação em Educação Musical no Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro. Em Porto Velho, Rondônia, leciona na Escola Municipal de Música Jorge Andrade, sendo seus alunos classificados em primeiro e segundo lugar em concursos de piano, a nível nacional e latino-americano.


Fonte: Paulo Henrique Silva

Festival Internacional de Cinema Ambiental é aberto.

GOIÁS




Festival Internacional de Cinema Ambiental é aberto


Cidade de Goiás (GO) - Ao som de viola caipira e versos de Cora Coralina cantados por um coral de crianças, a 11ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) foi aberta na noite de ontem (16) na Cidade de Goiás. Até domingo (21), 20 mil pessoas devem passar pela cidade para assistir aos 29 filmes e vídeos da mostra competitiva e participar de atividades paralelas.
Na abertura, o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, disse que ao longo de 11 anos o festival se consolidou e comparou a solidez do evento “às pedras do chão de Goiás”. Rodrigues também defendeu a integração entre cinema e ecologia. “O Fica é um encontro amoroso entre a sétima arte e a mãe natureza”, afirmou.
A coordenadora do festival e presidente da Agência Goiana de Cultura, Linda Monteiro, lembrou a trajetória do Fica, que hoje é considerado uma das principais mostras temáticas de cinema, e destacou a exibição de filmes específicos para crianças no Fica Animado, novidade nesta edição do festival. “Já era hora de envolver as crianças nesse espaço de alerta sobre a destruição dos recursos naturais”.
O fórum internacional sobre meio ambiente, que deve reunir especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir questões ambientais diante dos desafios da crise financeira, também foi lembrado pela coordenadora. “Todas as denúncias e críticas serão livres, mas queremos principalmente apresentar soluções”.
Cerca de 400 pessoas acompanharam a abertura do festival no palco do Cine Teatro São Joaquim, onde serão exibidos os filmes da mostra competitiva e outras produções recentes do cinema brasileiro.

*A repórter viajou a convite da organização do festival
Fonte: Agência Brasil - Luana Lourenço*

terça-feira, 16 de junho de 2009

FEST CINEAMAZÔNIA: Festival já está com inscrições abertas.

RONDÔNIA - Porto Velho
Desta segunda-feira (15) até o dia primeiro de agosto estarão abertas as inscrições para o Festcineamazônia 2009. Esta é a sétima edição do maior festival de vídeo ambiental da região Norte. Este ano o festcine acontece de 09 a 14 de novembro e já está confirmada a presença dos atores Letícia Sabatella e Paulo Betti, como alguns dos convidados especiais.


LANÇAMENTO
O lançamento aconteceu na noite na sexta-feira (12), no Mercado Cultural durante breve cerimônia. No evento foram exibidos ao público os vídeos: "O circo do Cinema", "No meio do mundo" e "Uma só América", todos enfocando a vivência de levar o cinema às comunidades mais longínquas, tanto do Brasil como a outros países da América Latina, através do Festcine Itinerante. INSCRIÇÕESAs inscrições poderão ser feitas através do site http://www.festcineamazonia.com.br/ onde tem o regulamento, ficha de inscrição e todas as informações a respeito do formato do material. A seletiva será feita por uma banca composta por profissionais ligados ao cinema e vídeo e à cultura.


"A nossa expectativa é estar sempre surpreendendo com relação as produções que a gente recebe", diz Jurandir Costa, curador do festival.ITINERÂNCIAO Fest Cineamazônia cresceu e ultrapassou as fronteiras tupiniquins, proporcionando a oportunidade de outros povos com culturas distintas conhecerem um pouco da realidade e da cultura brasileira. "É muito bacana o festival estar dialogando com esses países e com outros estados", ressalta Jurandir.Cinema no circo, nos bairros, na escola, no terreiro e nas comunidades ribeirinhas continuam a fazer parte da programação do Festival.
Fonte: Notícia na Hora

Projeto Acústico em Som Maior apresenta: Show Tangos e Valsas, com André Dantas.

ACRE - Rio Branco
Assessoria FEM
16-Jun-2009



Projeto promovido pelo Governo do Estado promove a divulgação da produção musical acreana com apresentações toda semana no Teatro Hélio Melo
O Projeto Acústico em Som Maior, realizado pelo Governo do Estado através da Fundação de Cultura Elias Mansour, traz para o palco do Teatro Hélio Melo, o show Tangos e Valsas, com André Dantas. As apresentações serão realizadas todas as terças de junho (16, 23 e 30), às 19 horas. Os ingressos custam R$ 5 (inteira) e R$ 2 (promocional e meia).


André Dantas é natural de Rio Branco, um artista que já escreveu seu nome em lugar de destaque na história da música acreana. Participou e ganhou festivais de música na capital acreana, se apresentou profissionalmente em diversas cidades e tem participação em vários discos de artistas acreanos e várias produções. Participando da vida cultural e política do Acre, André Dantas se apresentou em quase todos os eventos e manifestações que a classe artística promoveu. Cantou e tocou na noite de Rio Branco durante muitos anos e atualmente se apresenta em shows próprios e de outros artistas da terra.


Os Cds: Piano da Amazônia e Arrasta-Pé na Fazendinha já estão nas lojas. O primeiro desde meados de setembro de 2007 e o segundo desde novembro de 2008. Os dois trabalhos contam um pouco da história da nossa música, em forma instrumental e também algumas canções letradas por parceiros. Participou de festivais acreanos de música, como o FAMP, em festivais em Boca do Acre, gravações em CDs de compositores e cantores acreanos, além de DVDs e CDs gravados com artistas da música sertaneja em Goiânia. Participou da Banda da cantora Elza Soares, Sam Brasil e é arranjador e produtor em Rio Branco.

O Show
No show , o instrumentista mostrará além de clássicos internacionais, composições autorais, algumas totalmente instrumentais e outras letradas por parceiros que agradam pela melodia, trazendo um repertório original acrescido de algumas composições recentes.

Roteiro Musical:

Por una CabezaDuas EstaçõesTangoEu e VocêEstudo em Dó MenorQueimadasLembrando Hélio MeloPara EmillyTsunamiTangos e RiosUltima Valsa

Paticipação Especial:

Graça Gomes - VozGilberto Lucas - GuitarraAna Kassia Dantas - VozCélia Gomes - VozAtauaupa Ribera - Violino

Ficha Tecnica:

Acordeon e Piano: André Dantas Iluminação: Mayk Vasconcelos Som: Beto Dantas Produção e Direção Artística: Tácio de Brito Jr. e Alexandre Nunes.

Fonte: Agência de Notícias do Acre.

domingo, 14 de junho de 2009

Festival ARRANCA TOCO.

RONDÔNIA - PORTO VELHO

O Festival de Rock ARRANCA TOCO ocorre na próxima sexta (27) na praça Getúlio Vargas em frente ao Mercado Cultural de Porto Velho. Confira o Cartaz abaixo.





Fonte: Divulgação

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fest Cineamazônia lança três documentários nesta sexta

RONDÔNIA

Por: RONDONIAGORA





Mostra Itinerante do Fest Cineamazônia percorreu 33 mil quilômetros em cinco países
Serão lançados nesta sexta-feira (12/06), no Mercado Cultural de Porto Velho, a partir das 19h30, os documentários Uma Só América (espanhol legendado em português), O Circo do Cinema (em português) e Cinema no Meio do Mundo com registros da mostra itinerante do Fest Cineamazônia. No ano passado, a mostra percorreu 33 mil quilômetros e atingiu um público estimado de dez mil pessoas no Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia e Portugal.



Os documentários registram de forma criativa que, durante a mostra, são levados filmes e vídeos ambientais projetados em telões, sempre em locais públicos. Praças, ginásios, auditórios, tenda circense e até às margens de rios. O projeto visa a inclusão do cinema em locais sem salas de projeções. A temática envolve a preservação ambiental e as discussões sobre o ecossistema. Os filmes são de classificação livre.



SINOPSE



O documentário UMA SÓ AMÉRICA mostra um pouco da Amazônia e da América Latina na visão de um boliviano que acompanha a expedição do Fest Cineamazônia. Nessa jornada de aventuras e descobrimentos, uma mesma sensação: os rios que nos separam são os mesmos que nos unem numa só Amazônia.



O CIRCO DO CINEMA mostra os bastidores de um festival de cinema itinerante contados por um palhaço. Bob descobre o mundo ribeirinho de Rondônia com humor e sensibilidade, narrando histórias de comunidades que pela primeira vez tem acesso ao mundo mágico do cinema.



Já o CINEMA NO MEIO DO MUNDO é trilhado pela poesia. Através de interpretação poética registra a fraqueza e a grandeza do ser humano, que através do sonho, independente do lugar, é possível fazer algo pelo meio ambiente.



Em 2009, a mostra itinerante já esteve nas localidades das regiões de Ponta do Abunã, Vale do Jamari, Machadinho, Ariquemes, Buritis, Vale do Mamoré e Bolívia, num total de vinte projeções. As próximas etapas serão: baixo rio Madeira e Peru. Novos documentários estão sendo produzidos.



O Fest Cineamazônia Itinerante é patrocinado pela Petrobras, através da Lei de Incentivo à cultura, da Secretaria de Audiovisual, do Ministério da Cultura. Tem como apoiadores a Santo Antônio Energia, Maporé, Governo de Rondônia, Prefeitura de Porto Velho através da SEMDES e SEMED, senadora Fátima Cleide, e deputado federal Eduardo Valverde.

Fonte: www.rondoniaagora.com.br

Vau da Sarapalha

ACRE

Dayana Soares
09-Jun-2009

Espetáculo do grupo paraibano Teatro Piollin chega a Rio Branco com apresentações a partir do dia 22 de junho. Para a oficina, as inscrições já estão abertas





Com texto original de Guimarães Rosa, peça é adaptada, tem cenário e iluminação de Luiz Carlos Vasconcelos (Foto: Everaldo Pontes/Divulgação)

Considerado pela crítica especializada uma das montagens mais importantes do final do século XX e ganhador do Prêmio Shell na categoria especial de 1993, o espetáculo Vau da Sarapalha chega a Rio Branco na próxima semana. A peça estará em cartaz durante os dias 22, 23, 24 e 25, na Usina de Arte João Donato, com ingressos populares a R$ 5 e R$ 2,50 para estudantes.

O texto original é de José Guimarães Rosa e a adaptação, iluminação, cenário e direção do espetáculo são por conta de Luiz Carlos Vasconcelos, dramaturgo e ator, além do teatro, ele participou de várias produções para TV e Cinema, como por exemplo, o filme Carandiru, onde interpretava o médico Drauzio Varella.

Durante o espetáculo, cinco atores dividem o palco que remonta ao universo de Guimarães Rosa. A história se passa no meio do sertão e se concentra em dois personagens que, vítimas da malária, lado a lado esperam a morte. Os sons que eles emitem com a boca e com objetos de madeira e os gestos feitos com as mãos montam uma coreografia cheia de lirismo, marcando o ritmo da peça, de maneira que o publico não fique entediado.

Oficina com Luiz Carlos Vasconcelos

Além do espetáculo, a Usina de Arte João Donato abriu inscrições para a oficina O Processo Criativo do Ator e a Construção da Cena, que será ministrada pelo o diretor do Teatro Piollon, Luiz Carlos Vasconcelos, de 16 a 21 de junho, no Teatro Plácido de Castro, das 14 às 19 horas.

São 20 vagas para pessoas com idade a partir de 14 anos com inscrições gratuitas, que podem ser feitas das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas na Usina de Arte ou no Teatrão.

Para mais informações, o telefone da Usina de Arte João Donato é 068 3229-6900.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

terça-feira, 9 de junho de 2009

Usina de Arte apresenta A Descoberta da América.

ACRE

Samuel Bryan
09-Jun-2009
Monólogo do Rio de Janeiro, com Julio Adrião, fica em cartaz por quatro dias neste fim de semana, numa promoção do Governo do Estado



Júlio Adrião apresenta o monólogo que aborda a chegada dos europeus na América (Foto: reprodução)

Depois do Festival Ventoforte, agora, a cidade de Rio Branco terá a honra de receber o premiado espetáculo “A Descoberta das Américas”, do grupo Leões de Circo Pequenos Empreendimentos, do Rio de Janeiro. As apresentações acontecem nos dias 10, 11, 12 e 13 de junho, às 20 horas, no teatro da Usina de Arte João Donato. Os ingressos a preços populares são de R$5 e R$2,50 para estudantes.
Sucesso nos principais festivais de teatro do Brasil desde 2004, o monólogo rendeu a Júlio Adrião o prêmio Shell de melhor ator em 2005. Durante toda a apresentação, ele é o único a subir no palco e lidar magistralmente bem com o texto de Dário Fo, prêmio Nobel de Literatura em 1997. Agora, ele foi convidado pelo Governo do Estado para apresentar este sucesso no Acre.

“A Descoberta das Américas” é uma peça repleta de muito humor e ironia, das visões de uma pessoa comum, na época do descobrimento, e que não interessa aos historiadores da aristocracia. O personagem vivido por Júlio é um herói ao estilo Cervantes. Johan Padan, fugindo das perseguições da Inquisição, acaba em uma das caravelas que levariam Colombo à América. Já no Novo Mundo ele é preso, escravizado e quase devorado pelos índios, fingindo ser “santo” para escapar com vida.

A crítica nacional afirma que Júlio Adrião fez por merecer o sucesso obtido com a peça. O ator usou de sua formação de teatro popular e de rua para compor e dar vida aos principais elementos de “A Descoberta das Américas”.

Além da peça, Júlio Adrião também promove uma oficina de teatro para atores acreanos durante esta semana que antecede o fim de semana de apresentações.


Fonte: Agência de Noticias do Acre

segunda-feira, 8 de junho de 2009

HOMEM DE NAZARÉ - Atores de mais quatro estados da região Norte participam do espetáculo.

Porto Velho.

“A grande novidade será a interpretação do Cristo por dois personagens e a despedida de Omedino Pantoja”




A maior peça teatral ao céu aberto da região Norte, que acontece nos dias 11,12 e 13 de junho na cidade cenográfica Jerusalém da Amazônia, conta neste ano com uma grande novidade para integrar os demais estados da região. Com o tema “Uma paixão integra a Amazônia”, o espetáculo “O Homem de Nazaré”, terá a participação de atores de todos os estados do Norte, exceto o Pará, e também de cerca de 50 atores do interior de Rondônia.
Dentro desse contexto de integração, o papel central da peça, o de Jesus Cristo, contará com a interpretação de dois atores. Além de Omedino Pantoja, intérprete do Cristo há 33 anos, o grupo terá a presença do ator amazonense Sérgio Uchôa, artista conhecido em Manaus (AM), com atuação nas áreas de cinema, teatro e vídeo.

“Este ano, será a última apresentação do Omedino, que já vem atuando honrosamente há 33 anos da peça. A divisão das cenas será praticamente uma transição tanto para o Omedino como para o público”, destacou José Monteiro, presidente do grupo Êxodo. Omedino Pantoja deve entrar no início da peça até a sequência anterior ao “sermão da montanha”, em seguida troca-se e entra Sérgio Uchôa, que deve permanecer até a cena anterior a “santa ceia”, com Omedino retornando até o final, na cena da “ressurreição de Jesus Cristo”.

O Amazonas ainda enviará mais três atores para participar da peça e os demais estados, Acre, Roraima e Amapá, enviarão um ator cada, mas em termo de números, a grande participação será do interior de Rondônia. Pelo menos 50 atores vindos de vários municípios rondonienses farão papéis coadjuvantes ou secundários na peça.

Outras mudanças

Outra mudança significativa é a nova gravação de vozes e trilhas que será utilizada no espetáculo, que, segundo Monteiro, foi toda refeita, melhorando em 100% a qualidade do som. Afinal, segundo ele, há cinco anos havia sido feita a última gravação e era hora de refazer o áudio da peça.

A responsabilidade do ator Omedino Pantoja também dobrou esse ano, pois ele assumiu a direção geral do espetáculo e deve utilizar toda sua experiência nos em que interpretou o papel de Jesus. Conhecedor de todos os meandros da produção de “O Homem de Nazaré”, Omedino dará um novo fôlego ao espetáculo que há dois meses vem sendo preparado com ensaios e apuro nas partes técnica e cênica.

O figurino também terá novo visual, pois mais da metade está sendo refeito para poder dar mais glamour e realismo às cenas dos 16 cenários que compõe o espetáculo.

Solidariedade

A peça teatral também terá caráter social, pois o ingresso será apenas um kilo de alimento não perecível, tendo a arrecadação e doação dos alimentos totalmente coordenada pela União dos Voluntários do Estado de Rondônia (Uveron).

A arrecadação desses alimentos será direcionada a entidades carentes cadastradas na Uveron. José Monteiro alertou que lembra que no local estará funcionando um mercado com produtos a preços acessíveis para o caso de alguém esquecer de levar o quilo de alimento na hora de trocar pelo ingresso.

Como chegar

A entrada para a cidade cenográfica Jerusalém da Amazônia está localizada na margem direita da BR 364 (sentido Cuiabá), km 13. Nos dias do evento, haverá sinalização especial feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Após a entrada a estrada segue por mais dois quilômetros entre a região chacareira, até chegar a cidade cenográfica. A estrada é toda asfaltada.

A cidade cenográfica

Com uma área de quatro hectares, a cidade cenográfica Jerusalém da Amazônia conta com 16 cenários, sendo oito naturais e oito construídos, e é classificada pela Embratur como o segundo maior teatro ao céu aberto do Brasil e do mundo no gênero Sacro. No total, “O Homem de Nazaré” conta com 350 pessoas que atuam na peça e cerca de 150 pessoas que atuam nos bastidores. Há 12 anos a peça é encenada na cidade cenográfica Jerusalém da Amazônia, distante aproximadamente 15 km da área urbana de Porto Velho. Nos anos anteriores, a peça era encenada em áreas públicas, principalmente em quadras ou praças da capital.

Neste ano a peça “O Homem de Nazaré” conta com o patrocínio do Governo do Estado de Rondônia, apoio cultural da Centrais Elétricas de Rondônia S/A (Ceron), Prefeitura de Porto Velho, Amazonsat, site Rondoniaovivo.com e Sesc.


Fonte: http://www.rondoniaaovivo.com

sábado, 6 de junho de 2009

Márcio Souza: Chico Mendes seria governador do Acre.

Tião Vitor - tiaovitor@pagina20.com.br
06-Jun-2009



“Não tenho dúvidas de que Chico Mendes seria o primeiro governador do Acre do PT”. Essa afirmação foi feita na quinta-feira pelo escritor e teatrólogo Márcio Souza, durante mais uma edição do Projeto Sempre Um Papo, promovido por Fred Perillo Consultoria de Comunicação e AB Comunicação, com o apoio do governo do Estado e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre.Márcio Souza é um grande conhecedor do Acre e sua política nas décadas de 1970 e 1980. Era amigo de Wilson Pinheiro e Chico Mendes. Escreveu romances contando um pouco da história do Acre e se prepara para lançar um livro de história sobre a Amazônia.
“Era evidente para a oligarquia do Acre o crescimento e organização do Partido dos Trabalhadores e a liderança do Chico. O prestigio nacional e internacional dele levava a crer que ele seria um perigo para a estabilidade de uma oligarquia que estava aqui desde muitos anos, que se consolidou com a Ditadura Militar, se beneficiou com ela, por isso eles tinham que tomar alguma atitude e tomaram na forma que eles sabiam fazer, matando o Chico”, explicou o escritor.
Chico Mendes foi morto na tarde do dia 22 de dezembro de 1988, quando se preparava para tomar banho no quintal de sua casa, em Xapuri. Os assassinos foram Darli Alves e seu filho Darci. Ambos foram presos condenados a 19 anos de prisão. Darci já cumpre pena no regime semi-aberto há alguns anos e seu pai, Darli, também já foi beneficiado com a progressão penal.Além das atividades sindicais que o fizeram conhecido no mundo inteiro, graças à sua luta em defesa dos seringueiros e da floresta, Chico Mendes também desenvolveu atividades parlamentares. Foi eleito vereador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no final dos anos de 1970 e concorreu ao cardo de deputado estadual pelo recém criado partido dos Trabalhadores no ano de 1982. Na mesma chapa concorria também a ex-seringueira Marina Silva e atual senadora da República. Chico Mendes teve votação expressiva, mas não foi eleito por insuficiência de legenda.
Márcio Souza conta um pouco da luta de Chico Mendes em duas oportunidades a primeira acontece no livro “Empate contra Chico Mendes, da editora Marco Zero - 1990. A segunda está no livro “Chico Mendes, a luta de cada um”, da editora Callis - 2005. Durante sua palestra para alunos do Colégio Estadual Barão do Rio Branco e alunos do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre, na quinta-feira, Márcio Souza também aproveitou para criticar o que chamou de “ecologistas de gabinete”. Segundo ele, o Acre e Chico Mendes já deram muito dinheiro a pessoas que pouco têm a ver com a luta dos seringueiros ou mesmo com a defesa da floresta. Ele citou o caso de antropólogos e outros que receberam dinheiro de instituições internacionais e não repassaram para as comunidades acreanas que supostamente defendiam.
O escritor Márcio Souza ficou conhecido no mundo literário um livro justamente sobre outro personagem acreano, este bem anterior a Chico Mendes. O livro chama-se “Galvez, o Imperador do Acre”, que conta a história do jornalista aventureiro Luiz Galvez Ariaz que veio ao Acre e fundou uma república independente no ano de 1899. O livro foi lançado em primeira edição no ano de 1976 e logo em seguida sendo traduzido para 14 idiomas se transformou em um Best-Sellers.
Os livros de Márcio Souza podem ser encontrados em diversas barracas da Bienal da Floresta, do Livro e da Leitura, que acontece na Praça da Revolução e segue até o domingo.
Fonte: Jornal Página 20

Acre é destaque em documentário produzido pela Tv Brasil.

Ernani Baracho / Assessoria SEE
05-Jun-2009

Programa Expedições, comandado pela jornalista Paula Saldanha, mostrará as potencialidades econômicas e os aspectos sociais do Estado.


Paula Saldanha apresenta o programa Expedições (Imagem cedida)
O Acre será destaque nesta segunda-feira, 08 de junho , em rede nacional no programa Expedições exibido, pela Tv Brasil. Durante 30 minutos, a jornalista que comanda o programa, Paula Saldanha, trará as belezas naturais do Estado e suas potencialidades econômicas, além de aspectos sociais.
Com o título “Terras do Acre” o documentário vai mostrar que o atual governo do Acre vem fazendo uma política com solidariedade, promovendo o desenvolvimento sustentável. Outro destaque do documentário será a entrevista que a senadora Marina Silva concedeu à apresentadora. Expedições será exibido às 19 horas, com reprise no dia 13 de junho, às 14 horas.
Expedições é um programa de documentários, que abordam aspectos culturais, sociais e ambientais do Brasil. Nestes 24 anos de existência , o Expedições vem registrando , de uma forma persistente, uma área diferente do país desde o Oiapoque ao Chuí, da Ponta do Seixas, na Paraíba até o extremo oeste no Acre, o programa tem documentado as peculiaridades de cada região do país e suas transformações ao longo dos anos.
Fonte: Agência de Noticias do Acre.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Teatro Brasil - ACRE

ACRE

Mais um José.

Porém, este é Matias, como era chamado José Marques de Souza, artista das ruas e do povo."Ele criou o grupo de Teatro 'De Olho na Coisa' e o Teatro Barracão, que promovia cultura popular para toda a comunidade. A partir da década de 70 através do teatro denunciava as mazelas que seu povo sofria, sem se importar com o palco".Símbolo de resistência cultural e memória popular, o Barracão será revitalizado pelo governo do Acre.




Barracão:








Grupo De Olho na Coisa:






Fonte: http://soylatinoamericano-desangue.blogspot.com/

Prefeitura de Porto Velho lança documentário vencedor do concurso DOCTV. (05 e 06 de junho)


A Prefeitura Municipal de Porto Velho, por meio da Fundação Municipal de Cultura Iaripuna lança nesta sexta-feira (5/6), às 18h30, o documentário vencedor em Rondônia do concurso do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro, DOCTV, de 2008, ’Garimpo do Bom Presente’, do autor e diretor Alex Badra. O documentário mostra a realidade do garimpo Bom Futuro em Ariquemes, onde os moradores perderam as perspectivas de melhorias de vida com a decadência da garimpagem. Durante o lançamento será feita a apresentação do documentário ‘Caminho do Meio’, sobre aspectos sócio-ambientais do agronegócio, a partir do trabalho de cortadores de cana do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A apresentação atende a um cronograma nacional do DOCTV em TVs públicas de todo o Brasil. Em Rondônia, este circuito será apresentado no Mercado Municipal, todas as sextas-feiras, no horário de tal.
Antes da apresentação do documentário, o representante do Ministério da Cultura/Audiovisuais, Octavio Peiranti, vai fazer uma explanação sobre a política pública do audiovisual. A palestra é aberta ao público, e ganha maior importância para produtores e pessoas que gostam e produzem o audiovisual.
O DOCTV foi criado em 2003 como política da Secretaria do Audiovisual voltada à produção de documentários e à TV Pública. O DOCTV atua em toda a cadeia produtiva do documentário, criando ambientes de mercado, auxiliando na formação de profissionais, garantindo a regionalização da produção e a difusão do conteúdo em âmbito nacional. Todos os estados participam do Programa por meio de suas TVs ou instituições públicas em associação com a produção independente, formando a Rede DOCTV.
Em quatro edições, o DOCTV teve 3 mil projetos de documentários inscritos em 100 concursos estaduais, co-produziu 170 documentários e gerou mais de 3 mil horas de programação para a Rede Pública de Televisão. Foram realizadas 67 Oficinas para Formatação de Projetos com a participação de mais de 2 mil realizadores de todo o Brasil, e três Oficinas para Desenvolvimento de Projetos, reunindo os vencedores dos concursos com expoentes do documentário brasileiro, como Jean Claude Bernardet, Eduardo Coutinho, Eduardo Escorel, Maurice Capovilla, Geraldo Sarno, Jorge Bodanzky, Ruy Guerra, Giba Assis Brasil, Cezar Migliorin, Felipe Lacerda, Joel Pizzini e Cristiana Grumbach para a discussão detalhada de cada projeto.
Na quarta edição, pela primeira vez, foi realizada a Oficina de Desenho Criativo de Produção, que reuniu os autores selecionados e sues respectivos produtores executivos com as produtoras Raquel Zangrandi e Mônica SchmiedtA partir da segunda edição, foram realizadas as Carteiras Especiais, com documentários viabilizados a partir da articulação de recursos de empresas do setor público e/ou privado, em um determinado estado do Brasil, para produzir mais filmes que os já garantidos pelo Convênio DOCTV.
Ao todo foram co-produzidos 39 documentários pelas Carteiras Especiais DOCTV SP I, II e III, DOCTV Tocantins I, DOCTV Maranhão e DOCTV Rio. Esse modelo de negócios atraiu R$ 4.100.000,00 em investimentos diretos na produção audiovisual brasileira.Em 2006, o Programa DOCTV tornou-se modelo de política pública e foi inspiração para a criação do DOCTV IBERO-AMÉRICA, que implantou sua sistemática de co-produção e teledifusão em 13 países latino-americanos, além de Portugal e Espanha. Outros desdobramentos são a realização dos Programas DOCTV Colômbia, DOCTV CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a segunda edição do DOCTV IB.


Porto Velho será palco do INTERCON 2009.


Neste ano o maior congresso de comunicação da região Norte acontecerá em Rondônia.Nos dias 18 a 20 de junho na Faculdade Interamericana de Porto Velho (UNIRON), acontecerá o oitavo Congresso de Ciências da Comunicação da região Norte. Neste ano o tema do encontro será; “Comunicação, Educação e Cultura na era Digital”. De acordo com o professor mestre Marco Bonito, é a primeira vez que esse evento é realizado em Rondônia, pois todos os anos acontecem em um estado diferente da região Norte.
Durante os três dias de conferência acontecerão oficinas de comunicação, palestras, painel e debates. Segundo o coordenador do curso de Comunicação Social da Uniron, Professor Mestre Marco Bonito, no ano passado o Intercom aconteceu em Roraima e alguns acadêmicos e especialista do estado de Rondônia participaram do evento e neste ano os custos serão poucos, pois o maior congresso de comunicação da região Norte acontecerá na capital dando oportunidade para todos os comunicólogos, gerenciadores de informação, jornalistas e acadêmicos de comunicação social participem e prestigiem o acontecimento.
De acordo com os idealizadores, os participantes irão receber certificado após o evento via on line. “As inscrições começaram no valor de trinta reais, mas como vai se aproximando a data essa quantia se encontra atualmente cinqüenta reais, e pode ser feito até o dia dez de junho”, afirma o mestre em comunicação Bonito.
Entre os palestrantes estará a Doutora em Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) a Professora Maria Cristina Gobbi, o André Amaral Coordenador de Reportagem do globo. Com e outros especialistas na área de comunicação e direito, pois haverá temas relacionados com o assunto. As inscrições podem ser feitas pelo site; www.intercom.org.br e maiores informações podem ser obtidas no www.uniron.edu.br/intercom ou pelo fone 3733-5028.


Bienal da Floresta, do Livro e da Leitura abre as portas para o mundo da cultura e da informação.

Mariama Morena
04-Jun-2009

Todos os dias é possível conhecer novas obras e autores, participar de debates e oficinas, assistir a filmes e ouvir uma boa música ao vivo



Na praça os estudantes percorrem os estantes e têm a oportunidade de conhecer novos títulos e autores (Foto: Gleilson Miranda/Secom).


Um país se faz de homens e de livros. A célebre frase de um dos maiores escritores brasileiros, Monteiro Lobato, traduz com simplicidade a importância da leitura para o desenvolvimento social e cultural de um povo. É apostando nisso que o Governo do Estado realiza pela primeira vez no Acre a Bienal da Floresta, do Livro e da Leitura. O evento reúne 40 estandes de diferentes editoras e instituições públicas, que trazem o melhor da literatura para o público adulto e infantil na Praça Plácido de Castro, em Rio Branco.
São 22 editoras e seis livrarias, que apresentam seus produtos durante o evento. Uma oportunidade para quem quer conhecer as novidades dos lançamentos e adquirir uma edição. Os livros mais procurados até agora, segundo os empresários que estão com estande na praça, são os infantis. A preferência é pelos títulos de Monteiro Lobato. As aventuras da turma do Sítio do Pica-Pau-Amarelo agradam à criançada e aos pais. Nos estandes de literatura infantil é possível encontrar livros do famoso autor brasileiro a partir de R$ 3.
Na banca do livreiro Reni José Schimitz, percebe-se que para se tornar um leitor não há exigência de idade. Nas prateleiras há de livros de plástico para levar à banheira até livros musicais com os quais a criança pode conhecer o instrumento musical e ouvir seu som apertando um pedaço da página. Para os que já entendem o universo das letras, há coleções que custam a partir de R$ 5.




Livros de Monteiro Lobato são os mais procurados nas bancas de literatura infantil (Foto: Gleilson Miranda/Secom).




Para o público adulto, os clássicos Fernando Sabino, Carlos Drummond, Fernando Pessoa, entre outros, têm espaço garantido. Entre os mais procurados, estão os livros que compõem a lista dos mais vendidos do país - e uma boa surpresa: o livro do historiador Marcos Vinícius das Neves "Do Seringal à Capital", que conta a história da cidade de Rio Branco.
Para o empresário do setor Manoel Paim, a Bienal é uma oportunidade de divulgar e garantir o acesso aos livros. "Esse encontro é um presente do Governo do Estado para os livreiros e para a população. As vendas estão superando as expectativas. Mas para mim, a Bienal cumpre um objetivo mais importante do que vender. É uma oportunidade de incentivar a leitura, facilitar o acesso ao livro", afirma.


O bombeiro militar Eden da Silva Santos levou o filho Jean Lucas, de 4 anos, para uma visita à praça. "Estou impressionado e acho que essa Bienal só vem contemplar nosso esforço como pai de incentivar a formação dos nossos filhos através do conhecimento", destacou.
Segundo a organização, a expectativa é de que pelo menos cinco mil pessoas participem das atividades propostas e passem pelos estandes da Bienal nos nove dias de evento. Até agora não há como calcular o fluxo de pessoas nesses quatro dias, segundo a diretora do Sistema Público de Bibliotecas, Helena Carloni, que considera que a resposta do público é positiva.
Mesas-redondas, noite de autógrafos, oficinas e palestras

O acreano Gregório Filho autografa livro na Praça da Revolução (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

E nem só de livros se faz um bom leitor. Ir além das letras permite conhecer melhor quem está por trás daquela história. O contexto da narrativa. A inspiração. O contato direto com os autores desperta para um novo olhar sobre a obra e pode ajudar os aspirantes a escritor.
Por isso, na Bienal os visitantes têm a oportunidade de participar de conversas com os escritores, por meio de mesa-redonda, noite de autógrafos, oficinas e palestras.
Na Mesa dos Autógrafos instalada em um estande na Praça Plácido de Castro, todas as noites há escritores acreanos autografando e conversando com o público sobre suas obras. Na Biblioteca Pública, cada dia há uma mesa-redonda diferente.
Cinema e literatura - E como a "sétima arte" tem ligação direta com a literatura, o audiovisual também tem espaço garantido na programação da Bienal. Na Filmoteca Acreana, cada dia há um filme diferente em exibição.
Segundo Helena Carloni, há uma participação expressiva nas mesas-redondas e palestras. Para as oficinas existem inclusive pessoas participando como ouvintes porque a procura superou o número de vagas.
Mundo digital - Atravessando a Avenida Getúlio Vargas, saindo da Praça da Revolução e da Praça da Biblioteca Pública, os visitantes da Bienal se deparam com uma estrutura de seis metros de altura. À noite, o espaço ganha uma iluminação e colorido especial. É a Tenda-Bolha, que promove uma incursão pelo mundo digital durante a Bienal da Floresta, do Livro e da Leitura.
Nela, acontecem as oficinas de novas tecnologias, como a de twitter e Orkut. Os interessados chegam ao local, procuram os monitores e têm a oportunidade de conhecer e acessar esse mundo virtual através da internet.
A Tenda-Bolha disponibiliza computadores com acesso livre à internet. Para utilizar o serviço, o usuário precisa apenas se cadastrar junto a algum dos funcionários. O espaço apresenta aos visitantes o programa Comunidade Digital - uma das ações do Governo do Estado que tem por objetivo ampliar a cidadania e a inclusão social utilizando as novas tecnologias da informação. O programa abrange hoje 30 telecentros, sendo nove em Rio Branco e um em cada município do Acre.





Programação musical com grupos acreanos

Quem for visitar a Bienal da Floresta, do Livro e da Leitura à noite terá a oportunidade de fazer um passeio ainda mais agradável ao som de uma boa música ao vivo. Além de cinema, a programação também contempla apresentações musicais diárias com grupos acreanos.
Os primeiros a subir ao palco do coreto da Praça da Revolução foram os integrantes do grupo Língua de Sogra, formado por Dom Carlos (flauta), Fernando Monte (violão), Gabriel Brito (pandeiro) e Virgínia Vilanova (piano). O repertório de chorinho embalou a noite de sexta-feira.


Grupo de música medieval se apresenta durante programação musical da Bienal da Floresta do Livro e da Leitura (Foto: Sérgio Vale/Secom).


Música medieval - Já nesta terça-feira, 2, a atração ficou por conta da apresentação do Concerto Subtilior Ensemble, apresentado por quatro instrumentistas que trazem um repertório de músicas medievais renascentistas com obras produzidas no mundo ocidental dos séculos XII ao XVII. O concerto propõe resgatar um estilo pouco difundido nos meios de comunicação.
O grupo utiliza instrumentos musicais autênticos, compondo-se de percussão, flauta doce, alaúde e canto. As apresentações do grupo costumam ter um cunho didático, uma vez que todas as peças escolhidas pelo grupo têm sua representação histórica.
Apesar de ser um ritmo pouco conhecido, muita gente que passeava pela Bienal fez questão de parar para assistir à apresentação do grupo. "Fiquei surpresa com o show. Não gosto muito de música clássica, mas o interessante é que foi uma oportunidade de conhecer curiosidades sobre esse estilo. O grupo está de parabéns", elogiou a estudante Cássia Rodrigues.
Orquestra - Até o encerramento da Bienal, no próximo domingo, 7, haverá diariamente apresentações musicais no coreto da Praça da Revolução, sempre a partir das 19 horas. E quem fecha a programação é a Orquestra Sinfônica do Acre.
Que tal um livro usado?

Se entre os livros novos os preços mais baixos saem a R$ 3, no estande da Feira do Sebo, da Fundação Garibaldi Brasil, é possível encontrar publicações a partir de R$ 0,50. O valor varia de acordo com a obra, mas não ultrapassa o preço de R$ 10 - todos usados e já lidos pelo menos uma vez. Mas em bom estado de conservação.
"Aqui a gente aceita também a troca. Quem já leu algum livro e quiser doar pode vir no estande para deixar um e pegar outro. Sem ter que pagar nada. O que queremos é incentivar a leitura, a circulação de publicações", garante uma das atendentes do estande.
A Feira do Sebo é realizada todos os anos durante os fins de semana, no Mercado Velho. Com o período das chuvas, teve um recesso, mas a previsão é de voltar ainda este mês de junho às atividades.
LPs - Dependendo da idade, é possível que você ainda não tenha visto, mas já ouviu falar. Os LP's, antecessores dos CD's, também podem ser encontrados na Feira do Sebo durante a Bienal, e atraem pessoas de todas as idades. Títulos de várias épocas, diferentes autores, tudo por R$ 3.
O "bolachão", como também é chamado, despertou a curiosidade do estudante José Félix. "Minha mãe tinha uns em casa, mas eu nem me lembrava como era. Estou gostando da feira porque aqui venho aprendendo muita coisa", disse o jovem.

Boa viagem!
Para quem quiser entrar nesse universo de cultura, a Bienal da Floresta, do Livro e da Leitura estará aberta até o próximo domingo, 7, na Praça da Revolução e Biblioteca Pública do Acre. A programação diária pode ser conferida no site da Agência de Notícias do Acre.
O horário de funcionamento das atividades é pela manhã, das 9 às 12 horas, e à tarde, das 15 às 21 horas. As oficinas, palestras e debates são gratuitos. É só achar um horário e aproveitar a companhia da literatura. Afinal, como diria outro famoso escritor brasileiro, Mário Quintana, "o livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado".

Fonte: Agência de Notícias do Acre.

Documentário "O Mergulho" tem pre-estreia no Acre pelo DOCTV 2009

Viviane Teixeira
05-Jun-2009


Exibição dos 55 documentários produzidos no Brasil pelo projeto começa nesta sexta-feira, na TV Aldeia.



Sílvio Margarido é autor do filme que fala sobre a relação das pessoas com o Rio Acre (Foto: Gleilson Miranda/Secom).






Várias pessoas foram assistir a pré-estreia do documentário.


O documentário sobre a história de Rio Branco e de seus moradores por meio da relação com o rio Acre contada pelo cineasta Silvio Margarido representa a produção acreana na quarta edição do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro – DOCTV. No Acre a pré-estreia aconteceu na noite de quinta-feira na cabeceira do rio Acre, em uma exibição com direito a pipoca e refrigerante.
“Optamos pela originalidade. Nos outros lugares as Sílvio Margarido é autor do filme que fala sobre a relação das pessoas com o Rio Acre (Foto: Gleilson Miranda/Secom)exibições são realizadas em teatros e cinemas. O DOCTV é uma excelente oportunidade para que os Estado se conheçam, além de fomentar a produção de documentários regionais”, destacou a coordenadora do DOCTV no Acre, Surama Chaul.
Programa DOCTV é realizado pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, ABEPEC (Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais), Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) e Empresa Brasil de Comunicação (TV Brasil), com o apoio da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas, ABD. No Acre a TV Aldeia atua na co-produção dos documentários vencedores, com a parceria do Governo do Estado.
Para o diretor da TV Aldeia, Jorge Henrique Queiroz, a proposta do DOCTV é quebrar as fronteiras do mercado, apostando na diversidade brasileira, a partir da parceria do poder público, TVs públicas e Ministério da Cultura. “O projeto permite a descoberta de novos cineastas que encontram possibilidade de produzir e ver seus trabalhados sendo exibidos na grade nacional”.
A exibição dos 55 documentários inéditos começa nesta sexta-feira, 5. O cronograma foi definido de acordo com a temática dos documentários. Na TV Aldeia os filmes serão exibidos às 21h30, depois do Jornal Notícias da Aldeia. Nesta sexta-feira, 05, o documentário “O Caminho do Meio” inaugura as transmissões do resultado da quarta edição do DOCTV. Produzido em Minas Gerais, o filme retrata os aspectos sócio-ambientais do agronegócio, a partir do trabalho de cortadores de cana do Vale do Jequintinhonha.
Essa é a terceira vez que os cineastas do Acre participam do DOCTV. Foram inscritos noves projetos de documentários no Estado. “O Mergulho” de Silvio Margarido foi o vencedor. “O vídeo mostra a relação entre o rio e a população, desde a aproximação das crianças até a relação de memória ou afetiva das pessoas mais antigas”, descreve o cineasta. “O Mergulho” será exibido em novembro na grade nacional.
Foram destinados R$ 110 mil para a produção do material, dos quais R$ 30 são oriundos da TV Aldeia com a proposta de fomentar a produção regional e a difusão dos conteúdos em âmbito nacional.

Fonte: Agência de Notícias do Acre.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Matias, Homem da Floresta

Por Saulo de Sousa

Matias, nascido em uma colocação de seringueiros, desde cedo aprendeu a lidar com a floresta, a respeitá-la. Sabia ler os sinais da mata, os cantos dos pássaros, e sempre externou seu desejo de voltar à floresta. Mas por motivos mais fortes não o pôde fazê-lo.
Como homem da floresta, foi seringueiro, sabia que ao fazer um corte deveria ter cuidado para não deixar a seringueira morrer. Caminhou por varadouros cortando e retirando o leite desta árvore que por muito tempo foi a vida de muitos antes dele. Matias era chamado assim por ser filho de Moisés Matias de Sousa (1901 - 2001), cearense, alfabetizado que chegou ao acre ainda jovem e tornou-se seringueiro, Matias era o filho mais velho e com seu pai aprendeu que o conhecimento era necessário para sobreviver. Essa convicção de que deveria buscar conhecimento trouxe Matias a cidade, trazendo com ele esposa e filhos.
Foi na cidade que Matias descobriu que havia algo errado, injustiças, um choque para um seringueiro que tinha uma vida diferente daquela que acabava de começar para ele. Para Matias era preciso falar e denunciar o que acontecia àquele povo que vinha das matas para a cidade, era estranho que um documento de Identidade valesse mais que a palavra de um Homem. Era preciso entender aquilo. Mas a expressão era restrita em uma época de ditaduras, aí surge algo para motivá-lo, o Teatro Amador. O Teatro foi a porta que Matias esperava para expressar suas ideias, escrever seus textos baseados no homem da Floresta, na luta do Povo por justiça. É com esse aspecto de luta que Matias influenciou o Teatro Popular no Acre, com seu jeito simples de fazer e ensinar Teatro, representado nas peças: "O Clamor da Floresta e As Matanças de Pedro Biló".
Durante a minissérie da Rede Globo Amazônia, de Galvez a Chico Mendes de 2007, Matias foi colocado junto a Chico Mendes e Hélio Melo na louvação do grupo acreano Jabuti-Bumbá:



‘Viva Chico e Hélio Melo, viva a floresta viva, viva Matias e o teatro popular, viva o Jabuti Bumba’”.






Reverenciando a cultura popular do Estado do Acre.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Matias, Artista das Ruas e do Povo.



Por Mayra de Sousa Galdino








Um pouco sobre o cidadão da mata... Matias como é conhecido José Marques de Souza, foi um dos fundadores das Comunidades Eclesiais de Base (CEB's), em Rio Branco e também do Partido dos Trabalhadores no Acre. Ele criou o grupo de Teatro 'De Olho na Coisa' e do Teatro Barracão, que promovia cultura popular para toda a comunidade. A partir da década de 70 através do teatro denunciava as mazelas que seu povo sofria, sem se importar com o palco... que muitas vezes era o ônibus, as praças, a igreja... e os protagonistas, assim como ele, só representavam a realidade vivenciada. Junto com Abrahim Farhat, João Eduardo e outros companheiros, Matias colaborou na ocupação de toda a região que hoje é chamada de Baixada. Através da arte e cultura popular articulou e ajudou a libertar e devolver a dignidade a muitas das famílias expulsas dos seringais que vinham para a cidade e não tinham onde morar.
Matias faleceu aos 61 anos de idade, em abril de 1997.




Um pouco sobre o parentesco...
Não é difícil falar do “Vô Matias”... ele era uma figura, por mais que tenha nos deixado a mais de 10 anos, e eu apenas uma menina... lembro perfeitamente do jeito de falar, dos olhos vermelhos durante uma discussão, da indignação que ele tinha perante toda injustiça que o rodeava e da gana de fazer algo diferente, ele tinha vontade de mudar... “Ele falava de coisas que pouca gente entendia, como um profeta parecia saber de tudo, dos nomes das árvore, das histórias da mata (...)” Hoje sinto certa frustração, lembro do “Barracão” lotado quando tinha espetáculo..., de sua gente assistindo uma peça montada por um dos seus... crianças da “Baixada” fazendo trabalho de aula sobre o tema... a cultura ali, na esquina, podiam entrar de short, camiseta... mas não, iam com roupa de Domingo, a única exigência era prestar atenção... nem precisava, não havia quem piscasse, ninguém queria perde nenhum segundo... Em 2007 é o aniversario de 10 anos de sua morte... e sei que ele ficaria feliz em ver seu nome ligado a uma casa de leitura, a um centro poliesportivo e a salas temáticas... no entanto, Matais é apenas um nome, mas quem é Matias?



Qual é o seu legado? Pretendo iniciar uma corrente... e que meus filhos e os filhos de meus filhos um dia saibam que Matias foi muito mais que um parente... e sim, um dos grandes responsáveis pelo Movimento Cultural do Estado do Acre. “(...) Agora, mora no andar de cima, onde montou oficina e trabalha tranqüilo a grande Obra, ao lado de Deus, aqui em baixo ficou um enorme vazio” (Trechos do poema "Saudade" de Moises Matias)


Mayra de Sousa Galdino